Transferências de Padres na Diocese de Sobral

Confira a lista completa de transferências realizadas na Diocese de Sobral:

Aos presbíteros, diáconos,
religiosos e religiosas, leigos e
leigas da Diocese de Sobral.

“Dar-vos-ei pastores segundo o Meu
coração” (Jer 3, 15). Com estas palavras
do profeta Jeremias, Deus prometeu ao
seu povo que jamais o deixaria sem
pastores que reunissem e guiassem o Seu
rebanho.
A Igreja, Povo de Deus, experimenta
continuamente a realização deste
anúncio profético na pessoa de Jesus. Ele
é o cumprimento vivo, supremo e
definitivo da promessa de Deus: “Eu sou o
Bom Pastor” (Jo 10, 11). Ele, “o grande
Pastor das ovelhas” (Heb 13, 20), confiou
aos apóstolos e aos seus sucessores o
ministério de apascentar o rebanho de
Deus (cf. Jo 21, 15-17; 1 Pd 5, 2).
Por meio dos sacerdotes, a Igreja vive
aquela fundamental obediência que está
no próprio coração da sua existência e da
sua missão na história – a obediência à
ordem de Jesus: “Ide, pois, ensinai todas
as nações” (Mt 28, 19) e “Fazei isto em
minha memória” (Lc 22, 19; cf. 1 Cor 11,
24), ou seja, a ordem de anunciar o
Evangelho e de renovar todos os dias o
sacrifício do seu Corpo entregue e do seu
Sangue derramado pela vida do mundo
(PDV 1).
Escolhi estas palavras da Exortação
apostólica Pastores dabo vobis de São
João Paulo II para iniciar esta nota
comunicativa das novas transferências e
nomeações realizadas no clero da Diocese
de Sobral com o intuito de ressaltar, de
um lado, a fundamental importância do
sacerdote na missão da Igreja e, de outro,
ressaltar também a árdua missão que me
compete, como bispo diocesano, de
escolher com especial diligência os
padres que apascentam cada comunidade
paroquial. Desta maneira, desejo
também exortar cada comunidade para
que, reconhecendo o valor do sacerdote,
zele por seu pastor e reze cada vez mais
pelas vocações sacerdotais.
Quanto às transferências
Entre as tantas tarefas do bispo
diocesano, a de realizar transferências
no clero certamente não está entre as
mais simples. Trata-se, porém, de uma
necessidade, pois a longa permanência
na mesma função e no mesmo lugar,
pode criar maus hábitos, gerando
comodismo ou falta de entusiasmo no
cumprimento da missão. A rotatividade,
pelo contrário, renova o ardor
missionário dos sacerdotes e das
comunidades, gera criatividade e
confiança nas próprias capacidades
diante dos desafios da caminhada.
Ademais, as transferências não são
feitas de qualquer modo ou por simples
capricho, elas são frutos de oportunas
sondagens e apuradas observações
acerca das exigências pastorais de cada
paróquia, levando em consideração os
diversos aspectos da vida de cada uma
delas: pastoral, administrativo,
estrutural e patrimonial. Além disso, As
mudanças realizadas, contemplam
também os dons, os carismas e as
eventuais dificuldades dos sacerdotes.
Exatamente por isso, as transferências
são frutos de um longo processo de
discernimento.
Na Diocese de Sobral somos 70 padres
incardinados e residentes, dos quais 63
trabalham em paróquias, áreas
pastorais, seminários e capelanias, 5 são
eméritos, 01 está estudando em
Fortaleza, fazendo mestrado em
filosofia, e 01 outro está em tratamento
e sem função atualmente; temos 04
incardinados e não residentes (moram
em outras dioceses) e dois residentes e
não incardinados (pertencem a outras
dioceses), mas um deles, o Pe. Juscelino
Pascoal de C. Monteiro, está voltando
para a sua diocese de origem. Com a
graça de Deus logo mais no próximo dia
27 teremos a alegria de ordenar mais
três padres para a nossa diocese. Os
padres todos estão distribuidos nas 43
paróquias, nas 03 Áreas Pastorais, nos 02 seminários e em
algumas capelanias que precisam ser assistidas e motivadas
continuamente para responderem às exigências da missão.
Agradeço sinceramente a todos os sacerdotes envolvidos
nas mudanças, tanto os que pediram transferência quanto
os que responderam positivamente à proposta que lhes fiz.
Agradeço-lhes ainda pelo trabalho realizado nas
comunidades por onde passaram e pela disponibilidade
para assumir uma nova missão, mesmo que às vezes isso
implique em ter que enfrentar situações desconfortáveis
que pesam e exigem renúncias. Mas, como sabemos,
transferências, mudanças e readaptações às novas
realidades fazem parte do dom de amor ao qual um pastor é
chamado e ajudam a manter viva e atuante a caridade
pastoral.
Finalmente, gostaria de expressar um agradecimento
sincero e um convite cordial a todas as comunidades
paroquiais envolvidas nas mudanças para que recebam os
novos pastores com um vivo senso de comunhão e
co-responsabilidade, mesmo que, humanamente seja
compreensível, o sofrimento de ter que se separar de
pessoas com quem compartilharam uma parte significativa
do caminho. Estejam todos prontos, padres e
comunidades, para trabalharem juntos por uma nova etapa
missionária e para proclamar o Evangelho em um mundo
complexo, mas cheio de esperança.

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